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Cantata O Conquistador
Sistematizando a apresentação e organização dos instrumentos da orquestra, O Conquistador reforça a exposição das vozes humanas e a sua classificação, sendo a abordagem organológica presente nesta Cantata, assumidamente um complemento das primeiras três obras do projecto Crescer com a Música – A Quinta da Amizade , A Floresta d'Água , O Achamento do Brasil – encomendadas no âmbito da sensibilização da população escolar (e pré-escolar) ao mundo da música erudita.

Esta obra prevê igualmente uma plateia com um papel participativo, não só nas pequenas coreografias preparadas, mas também com intervenções em flauta de bisel, percussão (corporal ou instrumental) e voz, assumindo a plateia o papel do Coro tal como nas outras obras do projecto. Nesta cantata podemos observar as partes participadas na Abertura (voz); D. Afonso, Fundador (voz); Nem a Luz, Nem a Sombra (voz); Espada, Escudo, Elmo e Esporas (voz, expressão corporal/mímica), A Batalha de S. Mamede (percussão de altura indefinida); E Voou na Bela Espada (flauta de bisel soprano e sopranino, voz); Eternamente (coro a duas vozes).

Sinopse

A história inicia-se com a intervenção de Egas Moniz, aio fiel de D. Afonso Henriques, recordando o momento do nascimento do futuro rei e elogiando as suas virtudes. Egas Moniz recorda também a morte de D. Henrique – pai de Afonso Henriques – e suas últimas palavras: “Que no teu coração more a justiça e o bem”. Incentivado pelas palavras de seu pai, D. Afonso cresce educado por Egas Moniz. Mas avizinham-se tempos difíceis; o futuro rei é confrontado com a ligação de D. Teresa, sua mãe, a Fernão Peres de Trava, fidalgo Galego. Decidido a manter a autonomia do condado, D. Afonso Henriques arma-se cavaleiro na Sé de Zamora e entra em guerra com a própria mãe. Esperançosa, D. Teresa visita Afonso Henriques tentando convencê-lo a baixar as armas, mas D. Afonso mostra-se determinado e, movido pelos seus sentimentos religiosos e patrióticos, inicia uma feroz campanha contra a mãe. Em S. Mamede, D. Afonso Henriques é vencido, mas cedo as tropas do rei invertem esta tendência vencendo no segundo embate e capturando D. Teresa. A Conquista dos territórios aos infiéis continua de norte a sul, este a oeste. Em Badajoz, Afonso Henriques é ferido numa perna. Mas o seu percurso é inexorável. Recuperado, depara-se agora com outras dificuldades: três mulheres o seduzem. Melancólico o rei confessa ter sido vassalo apenas do amor e reconhecendo a aproximação do fim, faz a passagem dos poderes para o seu filho D. Sancho.

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