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A Floresta d´Água
Os critérios subjacentes a este trabalho seguem a linha adoptada aquando da concepção de A Quinta da Amizade , sendo a abordagem organológica presente na Suite, assumidamente um complemento da primeira obra deste projecto, dispensando a apresentação aprofundada dos instrumentos utilizados na fábula sinfónica.

A dificuldade de uma compreensão imediata da Forma, encontrada pela criança, no acto de contemplação de uma arte que é essencialmente temporal, e por isso, não assimilada imediatamente como um todo, torna a sua percepção e consequente desfrute do belo que lhe está inerente, irremediavelmente parcial. Este trabalho pretende ser um contributo sério no combate a este problema, para o qual os recursos materiais continuam a ser quase inexistentes. Esta problemática depara-se constantemente com alguma inércia por parte da grande maioria dos profissionais do ensino, não só pela escassez de material referida, mas também pela falta de esclarecimento relativamente a esta matéria. A associação de temas estruturais ou motivos a pequenas ilustrações mimadas, foi a estratégia que protagonizou a encomenda desta obra, oferecendo na sua audição, alusões pictóricas que contribuem para o decifrar da Forma, inexistente para a criança numa primeira audição passiva. Nesta suite podemos observar as partes participadas na Sonatina (flauta de bisel e instrumental Orff), no Cânone (voz branca e clavas simulando a chuva), na Variação (com folhas de papel simulando o som de chamas), na Canção Gente Estranha e no Hino das Crianças à Terra .

Persiste ainda a coerência de um cuidado extremo na selecção da temática extra-musical, que tem aqui uma mensagem ecológica, porventura urgente nos tempos que correm.





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